O saldo na poupança é o segundo maior da história: R$ 2,6 bilhões. As cadernetas no Brasil receberam, no ano passado, um tipo de investidor que passava longe desse tipo de aplicação: milionários.
Quase cinco mil brasileiros - aumento de 30% - preferiram investir na poupança, deixando de lado investimentos que se revelaram arriscados durante a crise, como a Bolsa de Valores.
De acordo com o Banco Central (BC), cada vez mais gente pode dizer que chegou lá. No ano passado, o número de investidores com mais de R$ 1 milhão na poupança, a modalidade mais tradicional de investimento do país, cresceu 30,3%.
Dois fatos explicam o aumento de milionários. O primeiro é que a renda do brasileiro vem subindo nos últimos anos. Depois, a poupança ficou mais atrativa. Em alguns casos, é melhor deixar o dinheiro na caderneta do que buscar um investimento mais arriscado, como a Bolsa.
Se tivesse aplicado os R$ 100,00 na poupança no começo de 2008, teria terminado o ano passado com saldo de R$ 115,00.
“Aqueles investidores que perderam dinheiro na Bolsa buscaram proteção na caderneta de poupança, que foi um grande atrativo neste período, além da isenção de impostos deste investimento”, afirma o economista Miguel Daoud.
Além de não pagar Imposto de Renda e nem IOF, a poupança ainda tem outras vantagens: tem garantia de até R$ 60 mil por CPF, não paga taxa de administração e não tem um valor mínimo para investir.
Resultado: o saldo da poupança em janeiro chegou a R$ 2,6 bilhões, o segundo maior da história. Em todo o Brasil, hoje há mais de R$ 320 bilhões aplicados na poupança.
“A tendência futura é de níveis de taxas de juros como os atuais, e a poupança, com certeza, vai manter a sua rentabilidade relativa”, afirma o vice-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Fábio Lenza.
[ Artigo retirado G1 ]




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